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Geografia: Estrutura Geológica e Relevo

Estrutura Geológica Brasileira

• Placas Tectônicas (blocos rochosos que se movimentam ao deslizarem sobre o manto) apresentam áreas de maior e menor estabilidade geográfica.

Bordas: são instáveis, devido a movimentação constante; possuem formações geológicas mais recentes.

Plataformas: áreas centrais das placas; estáveis; material rochoso mais antigo.

→Brasil: no centro da placa Sul-Americana, numa área de estabilidade tectônica.

Brasil: substrato rochoso

• Ausência de atividade geológica intensa, com tremores de pequena magnitude

Escudos Cristalinos: composto de rochas magmáticas e metamórficas.

→formações mais antigas da história, com idades superiores a 600 milhões.

→ficam no centro das placas tectônicas.

→Apresentam minerais metálicos (ferro, bauxita e ouro).

→Elevada resistência e estabilidade tectônica.

→Sofrem com os efeitos do intemperismo e da erosão.

Orogênese: atividade ligada à formação de montanhas; não influencia o Brasil.

Epirogênese: atua no Brasil; caracterizada pelos movimentos verticais da crosta. Causa o levantamento e rebaixamento das placas, contribuindo para a formação de grandes bacias sedimentares, como a do Paraná e Amazônia.

Bacias Sedimentares: extensos depósitos de sedimentos sobre áreas rebaixadas e planificadas da estrutura geológica; onde formam-se as rochas sedimentares.

→O desgaste de rochas cristalinas e o transporte dos sedimentos para bacias leva ao soterramento, levando a formação de carvão, petróleo e gás natural.

→Bacias sedimentares podem resguardar água, formando aquíferos.

Recursos Minerais

• Os minerais metálicos costumam se concentrar nas áreas de escudo cristalino.

Quadrilátero Férrico (MG) - conjunto disposto em um quadrado - 7000 km2.

→atividade extrativista no período colonial impulsionou o movimento migratório.

→principal região produtora de minério de ferro do Brasil.

→produz aproximadamente 60% do ferro e 40% do ouro do Brasil.

Serra dos Carajás (PA) - 900 mil km2

→estima-se que possua 1,5 bilhão de toneladas de ferro de alta qualidade.

• Bacias sedimentares armazenam combustíveis fósseis e petróleo, importantes matrizes energéticas.


Relevo Brasileiro

• Os últimos grandes movimentos dos agentes internos foram há 500 mi de anos.

• Agentes externos prevalecem moldando o relevo pelo intemperismo e erosão.

• Existem várias divisões do relevo, mas a mais aceita é a de Jurandyr Ross:

→baseada no uso tecnológico, como imagens de satélite e sensoriamento remoto

→3 feições principais: Planaltos, planícies e depressões

→Critérios de classificação:

- Morfoestrutura: a influência do tipo de estrutura geológica na formação do relevo

- Morfoescultura: Modelado do relevo cuja dinâmica é influenciada pelos fatores externos na esculturação das formas do relevo.

- Morfoclima: Influência dos climas atuais e antigos sobre o relevo.

Planalto: larga porção de terra, geralmente plana; delimitado por uma escarpa (corte abrupto na forma de relevo); erosão supera sedimentação.

Planície: Áreas planas e baixas; recebem sedimentos de áreas elevadas. sedimentação supera erosão; deposição de sedimentos é recente e predominante - fica em regiões litorâneas

Depressão: Altitudes mais baixas que a forma de relevo de sua região.

- Depressão absoluta: abaixo do nível do mar

- Depressão relativa: abaixo do nível de áreas vizinhas; acima do nível do mar

Montanha: Elevações da superfície causadas pelo movimento das placas. Sofrem constante ação de agentes externos→desgaste→diminui sua altitude.

Formas do Relevo Submarino

Plataforma Continental: parte submersa do continente; não muito profunda; possui desenvolvimento de vida e recursos.

Talude: transição entre plataformas continental e abissal; inclinado.

Planície abissal: áreas mais profundas; relativamente planas; Podem ser interrompidas por outras formações, como montanhas; fica na crosta oceânica.


Solos

• Formação se dá pela decomposição da rocha associada a função bioquímica dos organismos vivos.

• Vegetação protege o solo da erosão, aumenta sua capacidade de absorção de água e fertiliza-o com restos orgânicos.

• Climas quentes e úmidos favorecem a formação de solos mais desenvolvidos.

• A estrutura geológica relaciona-se a maior ou menor resistência dos materiais aos processos erosivos.

• O desgaste do relevo aumenta em decorrência da inclinação do terreno, assim como a intensidade de erosão.

• Pedogênese: Em regiões de clima tropical; Elevadas temperaturas, umidade, atuação intensa da água e a presença significativa de organismos, por meio da pedogenese, originam um solo: profundo; pobre em nutrientes; rico em argila, óxido de ferro e alumínio; de baixa fertilidade e elevada acidez.

Regolito (material que dará origem ao solo), originado de:

Solos Eluviais: Regolito originado do próprio local.

Solos Aluviais: Regolito formado pela decomposição da rocha matriz, transportada de outros locais.

Solo maduro:

Horizonte O: Camada rica em restos orgânicos (húmus).

Horizonte A: matéria orgânica e inorgânica com alta atividade biológica

Horizonte B: Acúmulo de argila, matéria orgânica e inorgânica.

Horizonte C: Materiais rochosos da rocha matriz.

Rocha Matriz

Camadas do Solo. Fonte: Brasil Escola

Degradação dos Solos

• Agentes responsáveis pela degradação do solo.

Erosão: desgasta a superfície do solo.

Lixiviação: Processo de dissolução e extração de minerais contidos em algum componente sólido, utilizando para esse fim a água ou outro solvente, tornando o solo mais empobrecido e ácido.

Laterização: Após a dissolução dos minerais hidrossolúveis e sua infiltração nas camadas inferiores do solo, minerais permanecem depositados nos horizontes superficiais, formando uma crosta rica em ferro e alumínio.

Poluição: Utilização de fertilizantes e pesticidas compostos por nitratos, metais pesados, fosfatos...

Salinização: Acúmulo de sais solúveis na superfície do solo devido a lixiviação.

→Solo tende a se tornar naturalmente salinizado por causa de chuvas, que carregam tais substâncias em solução.

→Humano causa salinização por irrigação ruim, fertilizantes, mineração...

Compactação: Por excesso de pressão sobre o solo por gado ou máquinas→ espaço de poros diminui→impede infiltração de água→aumenta escoamento→ erosão e inundação.

Desertificação: Processo de transformação e empobrecimento dos solos, fazendo com que eles fiquem semelhantes a desertos.

Arenização: Formação de áreas com alta concentração de areia na superfície do solo. Em áreas úmidas.

Ação antrópica: seres humanos aceleram ou causam a maioria dos processos que prejudicam os solos.

Tipos de Solos

Latossolos: profundos, ácidos, baixa fertilidade.

Argissolos: Cores, estruturas e texturas diferenciadas de acordo com o nível de profundidade que atingem. Teor elevado de argila e alta profundidade.

Neossolos: jovens, rasos e em declive acentuado. Pouco intemperismo.

Chernossolos: rasos; rico em húmus e nutrientes; extremamente férteis.

Hidromórficos: em margens de rios; ficam alagados por longos períodos.

Halomórficos: alta concentração de sais; semiárido nordestino ou manguezais.


Fonte: CERICATO, Lauri. et al. Revisão Anual de Geografia - Módulo 1. São Paulo, SP: Editora FTD, 2018.



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